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Minha opinião sobre a série “The Orville”

Sou Trekker de carteirinha e das antigas, praticamente assisti todos os episódios da série clássica, Nova Geração, DS9, Voyager, Enterprise, filmes etc… Confesso que de início manifestei certo preconceito ao saber que The Orville seria uma paródia de Star Trek. Ao ver o trailer imaginei que a série seria uma sátira a estilo do filme “Todo Mundo em Pânico”, com muita zoação para com Star Trek, o que para mim seria um desrespeito! Mas assistindo os dois primeiros episódios vi que felizmente estava totalmente enganado.

A primeira coisa que me chamou a atenção muito positivamente foi o design da nave Orville, que nave linda, a cor e os controles internos, o que muito me lembrou Voyager! Para mim manteve o conceito de Star Trek que conheço, sem excessos de holograma ou partes que giram e rodam (risos).

Quanto aos personagens também achei todos cativante, o robô Isaac me lembrou o robô do episódio “Prototype” de Voyager. A interação entre eles é interessante também sendo que os alienígenas tem seus conflitos pessoais bem elaborados na trama, sem nenhum exagero. Engraçado que até mesmo o timoneiro Gordon lembra o Tom Paris de Voyager no sentido de ser uma pessoa de certa forma “revoltada com o sistema” ou que quer de alguma forma “quebrar as regras” (risos).

Fiquei feliz em ver que o bom-humor é muito bem dosado e isto vem a ser um ponto positivo, tornando os episódios gostosos de assistir (sem aquela “pressão no espaço” que vi em diversos episódios em Discovery) o que deixa a trama mais leve.

Mas foi no segundo episódio que me converti (risos). Só tive tempo de assistir até o segundo e foi o suficiente para ver claramente o “espírito de Jornada” no debate de condições éticas e morais com belos diálogos (coisa que vi muito pouco em toda uma temporada de Discovery). Sou muito mais a favor de um belo diálogo filosófico, moral ou ético do que efeitos especiais e cenas de explosões, lutas etc. Esta questão que tem me incomodado nos recentes filmes e séries dito de Star Trek.

Por fim vi até agora uma ficção científica muito inteligente quando citaram o motor da nave com tecnologia de Física Quântica e outros conceitos de ficção científica que tenho visto, relacionado também aos extraterrestres.
Vejo que os produtores se inspiraram no que há de melhor em Star Trek, alguns termos são praticamente os mesmos, tais como a “ponte” na naves, a questão de uma federação unida de planetas (que chamam simplesmente de “União”), o prefixo “USS” das naves e muitos outros detalhes. Com todo o respeito não criaram a série, a meu ver, com o objetivo de angariar novos públicos, adolescentes, ou fãs de super-heróis, mas sim inspiraram-se no que há de melhor de Star Trek, tais como os dilemas morais (e também ficção científica) com cenas engraçadas que são uma pitada muito legal para “quebrar o gelo”.

Penso que o “conjunto da obra” me surpreendeu muito e finalmente diferentemente de Discovery após o fim de cada episódio eu fico doido para assistir o próximo! Coisa que já estava sentindo muita falta nos seriados de ficção científica que tenho visto.

Ah já ia me esquecendo de algo muito importante que não poderia deixar de comentar: abertura dos episódios é um show a parte, sendo muito bem intuída a idéia exploração espacial, assim como as aberturas de Star Trek que conheço. E isto é algo muito legal, pois este é um dos conceitos e objetivos base da série.

A pesar da proposta de paródia os produtores fizeram um bom trabalho e concluo que para mim após o término de Enterprise considero esta uma nova (e paralela) série de Star Trek “após do fim de Star Trek”.

Os detalhes que são diferentes de tais como a trilha sonora (e musicalidade em geral) e humor (paródia) concordo que tem que existir, caso contrário muitos poderiam até mesmo acusar a série de plágio, tamanha semelhança com Star Trek.

Já fiquei muito feliz em saber que haverá uma segunda temporada e espero que venham muito mais, umas 7 no mínimo, pois para mim mesmo não sendo “Star Trek” vejo nesta série a alma de Jornada nas Estrelas!

Alexei Bueno, dezembro de 2017